segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Quando nasce uma filha das matas! (Por Priscila Koller)


Há muito tempo,
Campos floridos a esperavam.
Matas fechadas também aguardavam
O cheiro da terra, as gotas do orvalho
As chuvas, as brisas silentes,
as tempestades quentes...

Saudavam as borboletas
O cantar das vertentes,
E revoadas de pássaros,
Anunciavam insistentes,
Chegou uma filha das matas!
Como fazem as estrelas cadentes
Anunciando aqueles que nascem
Com um brilho fulgente...

E assim se fez
A filha das matas é doce
É puro mel, é erva doce
Mas sabe ser cortante quando quer
Sagrado feminino, sabe ser mulher!

Vai, filha da terra...
Mais um ciclo a espera!
Presentes doces,
Doces esperas.
Porque sabes melhor do que ninguém
Usar bem o tempo enquanto esperas!

Seja livre, filha das matas!
Livre a voar como as águias.
Seja sábia, filha da terra!
Sábia como as corujas mais belas!

Com sua grande sabedoria
Por estes caminhos da vida!
Tu és a flor mais bela
Nascida do ventre da terra
Tú és como a lua crescente
Filha dos elementos
E hoje, tu és mais vida
Tu és o sol nascente!

Por Priscila Koller
26/10/2015


Obs: Poesia em homenagem ao nascimento das mulheres indígenas genuínas.

Muito amor para você!

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