segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Meditação do espírito (Por Priscila Koller)

Para termos um contato verdadeiro com o nosso Espírito Sagrado, devemos entrar conscientemente nos portais que serão abertos para nós numa verdadeira meditação espiritual. Estarmos conscientes não significa estarmos acordados, na vigília, mas sim, termos consciência do que representa o nosso Eu Sagrado. O importante é vivenciarmos nossos momentos de meditação e auto descoberta de forma aberta e pura. Quando isso acontece, vivemos integralmente o presente e saímos daquela faixa de julgamento porque nos colocamos “dentro” da experiência. Vivenciamos de dentro para fora e não de fora para dentro. Isso tudo só é possível se “soubermos” o que estamos fazendo. Acreditar apenas não basta, é preciso “saber”...

Fazendo isso, vivemos um processo no qual o ego não julga. Quando o ego julga, a experiência não acontece e por isso vem o sofrimento. Isso porque não se vive a experiência em Espírito e Verdade!


É preciso passar pelo primeiro portal, ou seja: é preciso desenvolver a consciência de que o sofrimento só vem forte porque não se vive a experiência de dentro para fora. Quando se vive a experiência de fora para dentro, o ser se transforma num expectador.

Vencendo as provas do primeiro portal, eis que surge o segundo: quando o ser chega neste portal, percebe que o fora não faz mais diferença. Ele vai para “dentro” e o “fora” já não existe. 

A partir disso ocorre uma verdadeira iniciação na qual o neófito vai abrindo outros portais intrínsecos em sua consciência milenar. Isso o faz ficar mais em contato com o seu “Ser Potencial” o que o leva a abraçar mais as possibilidades infinitas do Espírito.

É como andar em brasas e não se queimar. Enquanto não se acreditar na possibilidade de que a brasa não irá queimar, ela continuará queimando. Quando se acredita e se vive a verdadeira possibilidade, adquire-se uma nova consciência perante o fato e aí, embora as brasas continuem queimando os pés daqueles que não creem, os pés daqueles que vivem e acreditam não são mais queimados.

Por Priscila Koller
22/06/2015





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