O ser humano não é uma "caixa fechada" ao qual podemos rotular desta ou daquela maneira, apresentando sempre uma receita pronta de como agir com cada pessoa.
Seres em formação, como são crianças em idade escolar, precisam ser vistas com olhos atentos, entendendo sempre que existem gradações que as diferem umas das outras. Há de se ter sensibilidade para perceber que se respeitarmos as condições físicas, materiais e espirituais de cada ser, veremos claramente estas gradações e passaremos a sair deste sistema massificado, desta espécie de "mente descontínua" que nos faz ver os seres de forma formatada.
Paremos de julgar as capacidades das pessoas e de limita-las segundo nossos mapas de mundo. Jamais poderemos delimitar as distâncias que um ser pode alcançar. O homem é um ser racional e espiritual com potencialidades muito além de um raciocínio simples ou complexo. O chamado "ser humano" é, antes de mais nada, uma consciência com capacidades mais dilatadas do que possamos imaginar. E se muitas vezes rotulamos pessoas em formação como sendo incapazes de atingir esse ou aquele patamar, estamos na verdade, dando um diagnóstico de nós mesmos, enquanto educadores.
Pensemos nas crianças em idade escolar e nas diferenças que existem entre cada uma delas, em como são singulares e em como nos trazem desafios, a nós, profissionais da educação!