sábado, 17 de setembro de 2016

O ser consciente em expansão


O ser humano não é uma "caixa fechada" ao qual podemos rotular desta ou daquela maneira, apresentando sempre uma receita pronta de como agir com cada pessoa.

Seres em formação, como são crianças em idade escolar, precisam ser vistas com olhos atentos, entendendo sempre que existem gradações que as diferem umas das outras. Há de se ter sensibilidade para perceber que se respeitarmos as condições físicas, materiais e espirituais de cada ser, veremos claramente estas gradações e passaremos a sair deste sistema massificado, desta espécie de "mente descontínua" que nos faz ver os seres de forma formatada.

Paremos de julgar as capacidades das pessoas e de limita-las segundo nossos mapas de mundo. Jamais poderemos delimitar as distâncias que um ser pode alcançar. O homem é um ser racional e espiritual com potencialidades muito além de um raciocínio simples ou complexo. O chamado "ser humano" é, antes de mais nada, uma consciência com capacidades mais dilatadas do que possamos imaginar. E se muitas vezes rotulamos pessoas em formação como sendo incapazes de atingir esse ou aquele patamar, estamos na verdade, dando um diagnóstico de nós mesmos, enquanto educadores.
Pensemos nas crianças em idade escolar e nas diferenças que existem entre cada uma delas, em como são singulares e em como nos trazem desafios, a nós, profissionais da educação!


A educação inteligente é aquela que observa no hoje os valores arraigados na sociedade, e que mergulha no ser vendo-o não apenas como um corpo, mas sim como um ser espiritual, singular e único.

Estamos num momento de renovação e, para que o novo venha, é preciso que os antigos conceitos sejam banidos. Para que possamos passar por este solo árido, precisamos ser firmes e inabaláveis. Não entrarmos nestas correntes de pensamentos e ideias com alto teor de sugestão que nos oprimem e nos subjugam.

É preciso buscar  nossa sabedoria interior, pois para que a nossa consciência brilhe precisamos primeiramente conhece-la. Precisamos nos sintonizar com energias muito além da mediocridade que se concentra no raso. Para sermos realmente educadores é preciso que, antes de buscar o sagrado no outro, encontremos o sagrado dentro de nós mesmos.

Se faz mister que sejamos donos de nosso campo mental, pois do contrário, estaremos sempre expostos à dominação dos que manipulam as energias em direção ao ganho antiético e inescrupuloso. Não sejamos massa de manobra, não nos curvemos aos interesses covardes e insanos de um sistema voraz que nos devora e humilha o tempo todo.

Por motivos mesquinhos e muitas vezes até de forma inconsciente, sonegamos ao outro o conhecimento que poderia libertá-lo. Não percebemos que fazendo isso fortalecemos a ignorância geral e o não crescimento num todo. Lembremos que esta sonegação só mascara o nosso verdadeiro estado de escravidão social. Não sejamos mais reféns da ignorância!

É preciso que levemos em consideração a importância dos valores intrínsecos na alma e que nas crianças, são como campos fecundos prontos a germinar culminando em lindas colheitas.

Busquemos, então, trilhar um caminho baseado numa força que jorra de dentro para fora, se impondo como mestre de si mesma, na força verdadeira e real do ser imortal!

Por Priscila Koller
15/07/16

Muito amor para você!

Nenhum comentário:

Postar um comentário