Na esteira desta vida
Procuro a saída
Que vem da adaptação
Adaptar-se à vida
É a única solução!
A vida, dizem, é bela!
Arco íris, flores,
Sensações, sabores...
A vida, sim, é bela!
Mas onde está ela?
A vida! Esta que dizem
Ser bela?
A procuro por entre
Ao procurar por respostas,
A realidade abre suas portas,
E um sábio interior,
Bondoso e amigo me mostra.
Sim, como não?
A vida é bela,
Sim, com todas as suas mazelas,
Ainda assim,
É cheia de aquarelas...
O cinza, o negro,
Também o branco,
Assim como o amarelo,
O púrpura, o rosa...
São todas cores de aquarela...
Tristezas, dores, alegrias,
Amores e também rancores,
São facetas da nossa realidade,
Multicores!
Nada de ilusões,
Pois com as ilusões,
Junto,
As negações...
A vida em suas nuances
E com essa negação,
Nossas chances de adaptação.
Quando não fazemos “parte”,
Estamos deslocados,
Inadaptados,
Depressão...
O que fazemos neste mundo?
Pergunta-padrão!
Falta de realidade,
É a não aceitação!
A vida, sim, é bela
E não porque dizem,
Mas porque assim é ela!
Ao aprendermos a aceitá-la
Enfrentá-la!
Sofrê-la!
Amá-la!
Vemos, então, a vida,
Nas palmas de nossas mãos.
Liberdade!
Maturidade!
Em pensamentos sãos...
Podemos seguir em frente
Seguros na realidade
A vida, sim, é bela
Multicores
Um arco íris,
Uma aquarela!
Por
Priscila Koller Menussi
12/10/2009
Imagem: Punk Birds - aquarela grunge e crua da artista russa Lora Zombie

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