Caminhos negros à frente
Presença de seres
Solo irregular...
Pedregulhos
Caminha por sobre eles.
No escuro logo à frente
Há momentos em que hesita
Em vão procura um esteio
Que o ajude na descida.
Há momentos
Em que parece se perder
Num labirinto de fios
Por entre os caminhos
O negro vai envolvendo
Já consegue enxergar no betume
Os olhos logo acostumam
Com os caminhos escuros
Do silêncio do teu semblante
Vê-se escuridão perversa
Que reluz como um troféu macabro
Herança de um passado
De uma vida incerta
Desce o andarilho na noite
Na escuridão dos seus passos
Pois quando tinha chance de ser luz
Errou feio no compasso
O solo é quente e úmido
O ar rarefeito e pesado
Descendo pelos abismos
Vai o andarilho indomável
Por Priscila Koller
01/06/2016

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