sexta-feira, 3 de junho de 2016

As sombras e o andarilho...


Caminhos negros à frente
Presença de seres
Solo irregular...
Pedregulhos 
Caminha por sobre eles.

No escuro logo à frente
Há momentos em que hesita
Em vão procura um esteio
Que o ajude na descida.

Há momentos 
Em que parece se perder
Num labirinto de fios
Por entre os caminhos
Que querem lhe prender...

O negro vai envolvendo 
Já consegue enxergar no betume
Os olhos logo acostumam 
Com os caminhos escuros

Do silêncio do teu semblante
Vê-se escuridão perversa
Que reluz como um troféu macabro
Herança de um passado
De uma vida incerta

Desce o andarilho na noite
Na escuridão dos seus passos
Pois quando tinha chance de ser luz
Errou feio no compasso

O solo é quente e úmido 
O ar rarefeito e pesado
Descendo pelos abismos
Vai o andarilho indomável

Por Priscila Koller
01/06/2016

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